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Juiz nega soltura do jornalista Arimateia Azevedo

O juiz da Central de inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos, negou o pedido de liberdade formulado pela defesa do jornalista Arimatéia Azevedo, preso há duas semanas, sob acusação da prática de extorsão.


O jornalista responde pelo mesmo crime, tendo sido preso em junho do ano passado quando chegou a receber R$20.000 do médico Alexandre Andrade, em uma situação bastante semelhante à prática criminosa de que é acusado agora.


No caso do médico , Arimatéia teria exigido esses valores para deixar de publicar matérias ofensivas a reputação do médico.


Já no caso quem envolve a vítima Thiago Duarte, Arimatéia teria se servido de um advogado para intermediar as negociações . Rony Samuel afirma que escreveu os textos contra o empresário.É exatamente por conta deste caso que Arimatéia se encontra preso.


Ao negar o pedido de liberdade, o juiz argumenta que, colocado em liberdade, Arimatéia pode voltar a praticar os mesmos crimes, por que, segundo o juiz, mesmo estando em liberdade assistida, sob o peso de medidas cautelares, nem assim deixou de praticar a conduta criminosa, naquilo que para o Judiciário chama de reiteração delitiva, o que agrava a situação do acusado.


O juiz argumenta, por fim, que existe um outro inquérito em andamento, também concluso para decisão do mesmo julgador, onde o jornalista acusado da prática extorsão contra o empresário Jadyel Alencar da JUPI ALIMENTOS, estando esse material ainda em sigilo sem as providências que podem ser novas medidas cautelares ou até mesmo da captação de uma nova prisão de Arimatéia.


Especialistas ouvidos pelo portal PIN PIAUÍ dão conta de que a fundamentação do juiz é tão robusta e extensa que dificilmente o Tribunal de Justiça ou mesmo as Cortes Superiores de Brasília terão argumentos ou condições suficientes para desfazer o ato de segregação do jornalista Arimatéia.


Por enquanto, são três os inquéritos de extorsão concluídos, sendo que um deles se encontra em uma fase avançada, na esfera judicial. Se condenado, Arimatéia pode tomar de 12 a 30 anos de prisão somente por esses três casos.




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