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Jornalista ataca Tribunal de Justiça do Piauí a mando de Edvaldo Moura

Novas transcrições envolvendo o jornalista Arimateia Azevedo e o desembargador Edvaldo Moura foram divulgados neste domingo (29). A conversou vazou nas redes sociais, pelo “Xico Prime”, um dos maiores grupos políticos do estado.




Nesta passagem, o jornalista pede ao desembargador que consiga com o corregedor do Tribunal de Justiça a indicação, a título precário, para a serventia de Teresina, uma vez que a filha do jornalista estava lotada em José de Freitas. O Desembargador promete até acompanhar pessoalmente o parceiro junto ao colega. Tal conduta caracteriza tráfico de influência ou exploração de prestígio?





Nesta passagem o jornalista inaugura uma situação perigosa para o tribunal: o pedido do chamado *tiro certo*, em que o advogado só peticiona se tiver certeza de que vai ser concedido e atendido.


No caso, um habeas-corpus, que somente deveria ser impetrado com a certeza de que o relator concederia. Será que o desembargador Pedro anotado como ‘gente boa’ entende ou atendeu?


Arimateia: “Pedro de Alcântara (Desembargador), está no plantão. Será que ele definiria um HC (Habeas Corpus)?”


Edvaldo Moura: “Vi somente agora. Falarei com Pedro amanhã cedo. Ele é gente boa”.


Arimateia: “ Só entraremos se tivermos certeza. Preciso evitar o HC a audiência de amanhã …


Edvaldo Moura: “Falei com Pedro”.





Aqui a comprovação de que o compadrio e o jogo de interesses funciona, dependendo de quem pede para quem.


O jornalista pediu ao desembargador, que interferiu junto ao desembargador Pedro, que concedeu a liminar, e adiou a audiência, sem que se tenha a certeza até mesmo de que aquele que estava pedindo o adiamento estava viajando, mais parecendo que é um favor, e não o interesse da justiça que está sendo resguardado.



Aqui o jornalista prepara matérias para colocar em sua coluna, submetendo antes ao desembargador, para que aprove os textos, ou faça qualquer alteração ou anotação, de acordo com a conveniência de ambos. As entrelinhas mostram bem mais que as palavras escritas.



Aqui o jornalista presta contas ao desembargador amigo, e confirma que publicou tudo em sua coluna, conforme combinado entre ambos. Restando demonstrado um verdadeiro “fogo amigo” onde o Desembargador insulta todos os seus pares com o pedido de postagens que desabonam todo o seu colegiado.




Aqui é o desembargador quem pede ao amigo e parceiro jornalista que divulge e publique matéria contra colegas, tentando disfarça que conseguiu material de forma sigilosa. Mais parece um texto ardiloso que material sigiloso, não é mesmo?



Os advogados ficaram acompanhando a distribuição, e logo seguiram para cumprir o combinado entre o desembargador parceiro do jornalista.


Entra em jogo o desembargador que foi acionado pelo jornalista, para conseguir a liminar com o desembargador para quem foi distribuído o habeas corpus, com a tese não comprovada da viagem do jornalista que impediria o comparecimento na audiência.


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