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FMS apresenta estrutura de combate à Covid-19 aos vereadores de Teresina

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, esteve em audiência na Câmara Municipal de Teresina, na manhã desta quinta-feira (25). Durante o evento, o gestor apresentou as ações da pasta no combate à Covid-19 e pôde dialogar com os vereadores acerca da condução da pandemia neste momento.


O presidente apresentou aos legisladores a estrutura que a FMS dispõe atualmente na linha de frente de combate à Covid-19. Ele contou que, diante da previsão do Centro de Operações em Emergência (COE) de que aconteceria um aumento de casos durante o fim de fevereiro e início de março, a FMS tem se preparado para atender esses pacientes com o menor risco possível, preparando seus hospitais e traçando planos de manejo para eventuais ampliações de leitos em casos de necessidade.





Somente na rede pública, houve uma ampliação de 81 leitos clínicos e 66 leitos de UTI voltados para pacientes com a doença, número que tem sido ampliado gradativamente de acordo com a gravidade da situação. Isso se deu graças à reorganização da rede e a implantação de sistemas que permitem um manejo mais rápido e que os pacientes passem menos tempo nas UTIs. “O hospital do Dirceu é um dos que estão passando por uma reestruturação que vai permitir que ele também receba pacientes covid, com capacidade de chegar a 50 leitos”, relata o presidente. “Recebemos do Ministério da saúde 40 kits de aparelhos para UTI, o que também está suportando a demanda”, disse ele.


Gilberto Albuquerque frisa que os novos leitos estão sendo montados em estruturas de hospitais da rede, diferente dos antigos hospitais de campanha que funcionavam em tendas e quadras improvisadas e só poderiam ser mantidos por prazos de no máximo 180 dias. “Hospitais de campanha são estruturas temporárias e improvisadas, usadas em situações excepcionais. O Hospital que funcionava na quadra de badminton da UFPI passou no dia 31 de dezembro de 2020 por uma forte ventania que danificou grande parte de sua estrutura de apoio, o que acelerou o processo de transferência de seus leitos para o Hospital Mariano Castelo Branco, que se encontrava ocioso. Dessa forma, a rede passou de uma média de 12 leitos efetivamente usados no local, para 33 leitos em um lugar permanente, adequado e sem risco para seus pacientes”, esclareceu.


Ele explicou ainda que o Hospital de Campanha João Claudino, anexo ao HUT, não possuía estrutura para seu aproveitamento efetivo como se propunha, que era a de oferecer leitos de UTI. “Algumas das inadequações incluíam: espaço físico insalubre, energia insuficiente com grande risco de pane, falta de drenagem hidráulica, que trazia risco ao meio ambiente, localização em uma região de ventos acima do normal – o que trazia grande risco de desabamento – macas de campanha que não permitiam o levantamento de cabeceira, e o uso de respiradores com ventiladores do tipo transporte, que só poderiam ser usados por até 4 horas (já que após esse prazo os pacientes entrariam em estado de acidose até irreversível, o que poderia levar à morte)”, esclareceu.


“Dessa forma, a solução encontrada foi a transferência dos equipamentos que foram possíveis de serem aproveitados no o Hospital do Monte Castelo, que já contava com 50 leitos clínicos voltados exclusivamente para o tratamento de Covid-19 e possuía capacidade de ofertar um tratamento adequado, seguro e tecnicamente correto”, relatou Gilberto Albuquerque.


Ele esclareceu ainda que a suposta redução de leitos em comparação ao pico da pandemia se deve à diminuição de leitos ofertados pela rede privada na capital. Além disso, também ressaltou a origem dos pacientes, em sua maioria advindos do Norte do Piauí. Na data de hoje (25), a taxa de ocupação de leitos de UTI esteve em 86%. “Estamos agora oferecendo à população com o que temos de melhor, em uma estrutura segura e de qualidade”, disse Gilberto Albuquerque.


Ele alertou ainda para risco de ausência de insumos específicos para a Covid-19, como luvas, medicamentos para intubação, máscara, aventais e outros, problema enfrentado em todo o Brasil diante da grande demanda de mercado. “Não basta haver estrutura sem esses produtos indispensáveis para sua manutenção. Se trata de uma questão de responsabilidade, em busca da melhor maneira de ofertar um tratamento seguro, adequado e sem riscos”, disse, ressaltando a importância dos vereadores neste momento. “A Câmara Municipal é a casa dos representantes do povo, eles precisam saber o que está acontecendo e esse é o objetivo dessa audiência, esclarecer a real situação de Teresina para trilharmos o melhor caminho. O momento é de recuar para que possamos evitar o pior”, lembrou o presidente.


Fonte: FMS

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