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Ex-capitão Allisson Wattson é condenado pelo assassinato de Camilla Abreu

O ex-capitão da Polícia Militar do Piauí, Allisson Wattson da Silva Nascimento, foi condenado a 17 anos, 7 meses e 21 dias de reclusão e mais 4 meses e 20 dias de detenção, iniciando em regime fechado, pelo assassinato da estudante de direito Camilla Pereira de Abreu, ocorrido em 2017. O julgamento se estendeu até a madrugada deste sábado (25), no Fórum Criminal de Teresina.


O período em que o ex-PM ficou preso preventivamente será abatido da pena, seguindo o princípio de detração penal, assim, o condenado terá que cumprir efetivamente pouco mais de 13 anos da sentença.


A juíza Maria Zilnar conduziu o julgamento. Na sentença condenatória, a Justiça negou o direito do condenado recorrer em liberdade.




Depoimento de Allisson


O ex-capitão, em seu depoimento, afirmou que a morte de Camilla Abreu foi acidental.


“No referido dia, eu havia ido trabalhar como de costume, no expediente administrativo e fui para casa, por volta das 14 horas. Trabalhava no 8° BPM, no Dirceu e por volta das 16 horas ela me mandou mensagem se eu poderia deixar ela na faculdade, e eu disse que não iria porque não tava com vontade. Mais tarde por volta das 17 horas para as 18h horas, disse que seu Gomes (pessoa que deixava ela no local) não ia pegar ela e ela não tinha como ir e eu fui. Cheguei na casa dela, esperei ela se arrumar e fomos para a faculdade dela. Ao descer, encontrei com meu irmão e fiquei aguardando ela terminar a prova. Ela desceu, ele foi embora e ficamos no shopping”, disse em sua fala.


Ainda segundo Allisson que quando foi deixar Camilla na casa dela, ela teria dito que não queria ficar lá e os dois foram para casa dele. No entanto, no meio do caminho, na altura do bairro Alto da Ressurreição, ela pediu para parar, alegando que ‘queria ter uma relação diferente’, segundo ele.


“Mas disse que não poderia. Área perigosa, região quente. Então ela disse para a gente ir ao local mais reservado e fomos ao povoado Mucuim. Descemos para namorar e no meio houve um assunto que não me agradou. A relação foi interrompida por uma discussão de um assunto que não me agradou, retornei para o carro para vestir minha roupa, no momento que fui entrar e ela pegou minha arma. Ela tava quente; para quem é 'taticano', a arma sempre anda quente. A Pistola é sensível, tentei conversar com ela e no momento para tentar pegar a arma, a arma disparou. Estava muito escuro e quando fui colocar ela no carro, quando vi o disparo pegou na cabeça e tinha muito sangue. Desse momento para frente, eu perdi totalmente a razão, foi um choque muito grande e tenho dificuldade de lembrar, só uns dias depois. Até hoje minha cabeça não está normal. Mas foi isso que aconteceu”, pontuou.

O caso


O corpo de Camila Abreu foi encontrado na zina rural de Teresina no dia 31 de outubro de 2017. Os laudos mostram que a vítima foi morta com tiro nas costas e que tentou correr do assassino. Os exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML), mostraram que Camilla Abreu foi espancada e seu corpo foi achado na zona rural de Teresina cinco dias após sua morte.

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